quinta-feira, 2 de junho de 2011

O que temos feito

Temos andado ausentes! Muito trabalho, muitas complicações...
Neste período, foram só chatices:

- Vamos ter de mudar o Tomás de colégio, porque no actual há coisas que não me andam a agradar nada. Tem sido um corre-corre para arranjar um novo local. Os de topo, caríssimos, não têm vagas, o que não deixa de ser curioso, pois era suposto estarmos em crise. Os médios deixam muito a desejar. Temos umas duas ou três hipóteses em cima da mesa, que estamos a analisar. E se eu já achava que pagava muito, agora vai ser preciso uma verdadeira engenharia financeira para o colocar num sítio de qualidade. Mas uma boa escola e no ensino privado é algo de que só prescindiria se isso implicasse não ter dinheiro para comer. É uma questão de prioridades e eu, lamentavelmente, não confio na escola pública, apesar de lá trabalhar e dar o meu melhor para que os meus alunos consigam dar também o seu melhor. Há quem prefira um carro xpto ou uma casa de férias ou dinheiro no banco...ou, ou, ou, ....este é o meu !

- No dia 25 de Maio apanhámos um enorme susto. O Tomás começou a queixar-se de dores de cabeça, ligeira febre, fomos ao hospital da CUF e o diagnóstico? Meningite! Fiquei para morrer. Felizmente, foi uma minigite vírica, mas só o facto de ter feito a punção lombar já foi um martírio. Vê-lo sofrer partia-me o coração. Mas o meu filho foi um valente e conquistou médicas e enfermeiras com a sua simpatia e coragem.Teve que ficar internado 2 dias, teve uma recuperação lenta, mas agora está bem. Apesar do conforto do quarto, não consegui dormir quase nada, nem descansar e só fiquei melhor quando os exames confirmaram que tinha sido de origem viral. Mas foi um susto dos valentes! E um dia antes estava óptimo, ninguém diga que está bem.

- E graças ao episódio anterior, que absorveu todas as minhas energias, tenho paletes de trabalho para despachar e zero vontade e paciência para o fazer. Como eu odeio esta fase do ano...

- E estou a ficar doente...e tenho um discurso para preparar para a cerimónia de entrega de diplomas de amanhã...

Que fase que nunca mais passa.

5 comentários:

mãe pimpolha disse...

Aqui na terrinha não há escolas privadas, o meu está numa pblica e gosta tanto de lá estar que até corre lá para dentro, mal chega.
E acho que não tenho as prioridades trocadas.
Beijocas

mãe pimpolha disse...

Já agora as creches privadas são boas, mas se forem faculdades já não são? Ai estas ideias preconceituosas.

Sofia disse...

Nem de propósito! Ainda ontem pensava em vcs, que nunca mais tinham dado novidades! Pus até uma nota na agenda para vir aqui ao blogue ver o teu e-mail e tentar contactar-te :)
Por acaso discordo da tua opinião em relação ao ensino...tenho bastantes queixas de creches de "topo" e acho que o Miguel deve ter a oportunidade de se relacionar com todos os meninos e perceber que por trás das diferenças socio-economicas somos todos pessoas. De qualquer maneira, mesmo que quisesse pô-lo no privado, não seria possível, é que férias e carros e dinheiro de parte é só mesmo para a classe média alta.
Bjinhos

Mary disse...

Bom... o que importa é tu fiques mais descançada no sítio onde o colocas... e ele melhore rapidamente... bjinhos

Borboleta disse...

Mae pimpolha (não tenho acesso ao teu blog): quando não tens possibilidade de escolha, nem me parece que tenhas argumentos para comparações e para prioridades. E se te interessa saber é mesmo assim que penso: até ao secundário a qualidade está no privado, pois tem turmas pequenas, alunos muito acompanhados pela família, priveligiados que podem escolher. Na universidade a qualidade está no público, pois só os melhores, ou talvez os mais acompanhados, lá conseguem entrar. Só vai para o privado quem não entra no público, não é uma questão de escolha com base na qualidade do ensino, mas um recurso...
Mas não vou insultá-la, só porque tem uma opinião divergente da minha.